segunda-feira, 17 de março de 2008

Desses meses tão lúcidos



Marina Costa

E o instante desde então quis ficar. Sentou-se entre nós dois e deixou o tempo passar. O momento que ele guardou, imóvel, imutável, deixou-se estar; tal qual fotografia de uma tarde feliz.

Entre nós esse instante de olhos brilhantes, a vida a passar sem sentir e o sol, réstia através do par, iluminando sombras de um passado aos poucos diluído.

Tudo como num primeiro momento, a pausa repleta de movimento, lucidez em meio à meses de  deriva. O céu caindo aos pedaços, jogando estrelas no meu quintal.

Canto para externar a paz em mim. Do mundo, aos poucos, deixo de entender o mal.

2 comentários:

  1. Lembrou uma micrônica minha, das antigas.. um dia falaram pra mim que parecia um cena de filme. Acho que a sua também tem disso. Texto ele e bonita. Poesia em prosa, algo que não consigo fazer senão raramente. E bastante pessoal, imagino.

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  2. corrigindo: texto leve e bonito*

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