terça-feira, 22 de junho de 2010

Da ilusão de amor


Marina Costa

Começa pelo olhar. Sabe aquela história de o que o olho não vê? Pois é... só que não dá para andar por aí vendado. E a gente acaba vendo. Em um, é o jeito de andar. No outro, como coça o queixo. Tem aquele ainda, que tem um meio sorriso estonteante. E a gente vai se perdendo no meio de tanta gente. Sei que no frigir dos ovos a gente escolhe uma companhia e vai levando. Pensa que o amor chegou num ponto que não vai mais descer o morro e estacionamos ali. E o amor fica quieto. Até que o tal do pescoço resolve virar pro lado. E o olho encontra outro olho sedento. Um jeito de piscar... E lá vamos nós, outra vez...

2 comentários:

  1. Adorei!!! Resume os fatos... acho que "a fila tem que andar".
    bjim

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