sábado, 12 de junho de 2010

Inevitavelmente

Marina Costa

Chuva fina, cerveja escura, casa vazia e nada de televisão. Quando a luz, muito apropriadamente se retirou, as coisas embolaram. Quem puxou quem, nem eles saberiam, eu acho. O que me contaram mesmo é que certa calota polar se desprendeu em algum lugar onde cientistas afirmaram que o calor nunca seria capaz de chegar. E os dois, pobres almas extasiadas, morreram queimados, ali mesmo. Fulminante. Dizem que não sobrou nem cinzas...

Um comentário:

  1. Uma das mais bonitas! Daquelas que a gente lê do começo ao final sem achar reparos, e fica meio sem saber o que comentar: basta sentir.

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