segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Entropia



Marina Costa

A conversa não eram bem o que queriam ouvir ou dizer e do ápice ao fim esfriou como lenha velha na lareira. Os sorrisos, um dia tão brilhantes, ficaram apagados e frios, carregados de uma sentimentalidade que finalmente se extinguia. No meio de tantas palavras duras por si, não por nós, de uma situação que acabava, da despedida que não queria sair mas fazia-se inevitável, havia para ambos um conforto de morte que só aparece quando temos a epifania de nos sabermos seres transcedentes. Tudo termina pois tudo caminha. E dessa forma tudo funciona. No lugar onde algo floresceu e morreu, sempre fica uma semente para um e para o outro. Sempre há um depois. Uma página nova e repleta de nada em potencial.

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