segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Num Ca



Marina Costa

Nunca, querida, nunca. Prefiro esvaecer-me a deixá-la sem minhas palavras. Navegar num pedaço esbranquiçado dessa página figurações sem sentido e sem raciocínio, apenas pelo seu bel prazer. Nunca, querido, nunca. Estarei a partilhar mesmo o nada que reina. Direi o que não passa pela minha cabeça mas desabrocha em minhas teclas viciadas. Nunca, digo a mim mesma, nunca. Trilharei o caminho de frases soltas até o sem fim dos confins, para empilhar fora de mim o caos que se instalou em você e em nós.

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