quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Retruques



Marina Costa

Bom, te digo, meu amigo, eu não acredito. Já acho difícil sermos nós mesmos no dia a dia, imagina em um ambiente onde tudo o que é dito pode ser repensado e medido? A questão é que eu não devo ficar analizando as pessoas (eu sei e isso muito me atrapalha) pois  muitos não passamos de uma pilha de palavras impensadas, antro de informação mal colocada. Mas acredite: é uma espécie de tic, um toc inerente ao meu raciocínio que insiste em prestar atenção no que "tudo o que se move" diz... Me desculpe. Ou me dê um aperto de mão. Mas se teu personagem termina na falta do real, concorda que não dá para encontrar alguém/algo além do que foi gerado? Aonde? No imaginário? De quem? E como você pode definir tão bem essa separação entre criador/criatura em um lugar onde suas criações te definem, praticamente, para todo um mundo que tenta agir igual a ti? Meu caro, você gera muitas questões. E eu não sei não perguntar.

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