quarta-feira, 23 de março de 2011

Calor de Brisa



Marina Costa

O abraço tímido foi partido pelo soar do alarme, indiferente ao barulho macio do contato. As alças da pequena mala não facilitaram sua saída. O perfume que ficou, quando a porta foi fechada, lembrava um colo quente que talvez não passasse de invenção desprotegida. A cortina fechada deixou passar pela réstia uma brisa indecisa, que não sabia se deveria apagar ou reacender o resto da brasa que morria. Talvez ninguém soubesse, ainda, se havia certo calor.

Um comentário:

  1. O calor está nos corpos que se amam.

    Sigo-te há algum tempo. Gostaria que seguísse-me tbm.

    beijo, MArina

    ResponderExcluir

Para contato, o email é vidanacronica@gmail.com