segunda-feira, 21 de março de 2011

Luz Branda



Marina Costa

No sofá, olhos levantavam-se da página. A claridade do abajur incidia sobre quem chegava. A chave foi deixada silenciosamente sobre a estante e a mão levada à testa por longos dois minutos antes que se vissem. A sala se fez mais clara no cruzar dos olhares. E depois de tanto tempo ainda haviam pequenos sorrisos. Não mais deslumbrantes e magníficos. Brandos e desbotados. De reconhecimento ou compreensão, apenas. Fechado foi o livro.

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