segunda-feira, 28 de março de 2011

Razão Bronca



Marina Costa

Os ares do mar, que sempre cheiram a fim de tarde, demoraram até acalmar pensamentos de angústia. Pelo vidro da varanda, claros olhos de lágrimas constantes viam o refluxo do oceano como metáfora para as próprias emoções. Nem o tempo, nem o vento servem para aplacar sentimentos quando estes ainda insistem em gritar. Mas a distância fria, as conversas vazias e a razão bem medida construíram juntas a falsa vontade de não voltar. Eis o grande mérito de toda a lucidez aprendida. Agir de forma contrária ao que realmente é desejado e ser congratulado por tão acertada decisão.

2 comentários:

  1. estou sentindo o cheio do mar no final lindo da tarde...pode ser do verão ou do inverno, o cheiro persiste.

    parabéns, Marina.

    beijos!

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  2. Obrigada, Abner!!! Sou uma pessoa de poucos comentários, mas tenha certeza que te visito e por vezes volto para casa um pouco mais rica do que quando fui...

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