quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ichduwir



Marina Costa

Sento para ver o dia acabar enquanto imagino beber uma xícara de café e penso em tudo o que gostaria de falar para que muitos, senão todos, possam ouvir...
O tempo cíclico me impede de ver os cantos e contornos mas partilho da energia de morte que todos sentem um pouco, nos inícios e nos fins... Talvez ficaríamos mesmo loucos se entendêssemos de eternidade, então só vez por outra colocamos alguns pingos nos muitos is.
Na vida tudo acontece meio fora do planejado apesar da gente insistir em controles, agendas, planilhas e extratos. São muitas as arestas não previstas e em cada quina aparece alguém talvez para a vida inteira, mais certo que não permaneça um ano ou dois. Sério e triste o que eu disse. Para a vida inteira, pensamos. E não dura um ano ou dois... O fato é que nos copos de cerveja, nas taças tintas ou no entendimento mal entendido de mensagens interceptadas pelo achismo que reina em cabeças duras, os outros acabam expandindo pontos onde por vezes pensávamos haver uma definitiva conclusão final. Alguns olhos passam a verdade que às vezes parece não mais existir. Uma verdade que não pode ser dita pois não sabemos ainda como dizer. Mas que nos faz continuar a buscar uma realidade por detrás dessa, mesmo não acreditando muito nisso.
Tenho esperanças que nossas almas um dia irão despertar. E então estaremos mais próximos da superfície que tanto procuramos.  O importante é não esquecer de olhar o céu, nublado ou estrelado, não importa muito. Acabam sendo dois lados da mesma moeda... E mostrando para nós que se há algo que não termina, está tão inacessível agora quanto a nossa insistência em viver a vida só para complicá-la demais...

Desculpem os devaneios, cheios de entremeios... mas há dias em que me sinto meio esfumaçada...

2 comentários:

  1. Adorei!!!!!!!!!!!!
    Mto boa, como sempre!!!!!

    ResponderExcluir
  2. Saber que você me lê mata um pouco minha saudade...

    ResponderExcluir

Para contato, nosso email é vidanacronica@gmail.com