segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sombra Branca



Marina Costa

Outras páginas para os mesmos olhos cansados de se levantarem. Percorrerem linhas enquanto olham para dentro e esperam, sem saber, ouvir o trinco da porta se mover. A luz, estática no ambiente intacto, traduz a calma que se instalou satisfeita no aconchego da solidão. Não há mais frio. O calor extinguiu-se. No criado um copo com um líquido amarelado, há muito esquecido. Silêncio em todos os cômodos transmitindo a inquieta quietude de apenas um. Selados estão os lábios que desaprenderam a se mover. Imerso em sombras brancas o coração que ante tal clareza decidiu parar de bater. Apenas seguir. Caminhar num peito sem porquê.

2 comentários:

  1. A quintologia era para sair toda em um mesmo mês... mas essa vida de estudante-assalariada-fã-incondicional-de-calouradas está tirando o pouco tempo que resta para as coisas que realmente importa. Mea culpa.

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  2. Realmente importam. Mania de singularizar o que a vida pede para distribuir pluralmente... =D

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