segunda-feira, 2 de maio de 2011

Breu



Marina Costa

Acende o dia pois é nova a lua e se a vela apaga, a treva desce e engole os pés. Risca o fósforo, mínimo e parco, para afastar o negrume da frente dos olhos. Sopra a brasa para esquentar o peito e iluminar as sombras agigantadas. Cruza os braços mas ergue a cabeça e apura os ouvidos para os segredos que permitem viver. À meia noite a escuridão se avoluma mas é certo como a vida que o sol ainda vai nascer.

Um comentário:

  1. Vc é poeta. Tem tanta coisa que se chama de poema em prosa que não se aproximam disso!

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