quarta-feira, 4 de maio de 2011

Chorinho



Marina Costa

Cheiro de cravo, rosa na lapela, gravata violeta em terno de marfim. Pele de baunilha, boca fresca de cereja, olho azeitonado, tirou ela de mim. Vejo, se vão longe, de mãos dadas e sorrisos, abraçados e perdidos em um amor que não tem fim. Vai feliz do lado dela, vai devota ao lado dele e eu que não abracei, não amei, não fiz que sim, fico no pó da esquina, sob a chuva e o sol do tempo, sozinho para contemplar esse meu coração ruim.

Um comentário:

  1. Como diria vc: "nooo". Que isso, menina? Que musicalidade é essa??? Que texto! Isso nao é crônica, não é poesia, não é música. É tudo misturado para dar um sentido maior e estonteante.

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