quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Centeio



Marina Costa

Há vontades que o fogo não pode destruir. Raras e firmes, não como troncos secos ou ventos frágeis. São como lagos profundos e negros, onde a chama se une à água e formam um elemento maior, criador do desejo nascido de ser algo que era, até então, desconhecido. Isto é o caminho. Seja de honra ou vergonha. De honestidade em dívida ou traição cobrada. São preços da escolha da razão. E quando entendemos essa mesma razão, agindo sobre aquele mesmo fogo que não nos faz queimar, passamos a conhecer o que nos destrói. Mais sábio que aquele que responde por vaidade é o que não pergunta por parcimônia.


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