domingo, 28 de agosto de 2011

Longe Tanto



Marina Costa

Sempre te vejo, no espelho, quando ele mostra meu pálido e ausente reflexo. Dói e oprime o peito, não te ter aqui por perto. Não intenciono fazer rima, pois de poeta pouco tenho, mas o amor-você me ensina a ser honesto.  Falar as verdades da vida. As tristes e as minhas. As que quero que você ouça e as que não posso sustentar sozinha. Palavras perdidas reunidas pela saudade do que nunca tive, mas vou sempre desejar. A vontade de te segurar. Com força, apertado, te abraço, quase, quase te esmago. E nunca, nunca mais deixo você ir. Nunca, nunca mais guardo o que devia ter sido dito. Miro o horizonte que te separa da minha ânsia e só vejo estrada. Mais nada. Nem sinal. Meus olhos, desde então, estão sempre rasos d'água. Cai a lágrima por ti, que desconheço desde que espero. Penso no teu campo de trigo. Longe tanto de mim...

Um comentário:

Para contato, o email é vidanacronica@gmail.com