segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Saída




Marina Costa

Bateu a porta e chutou a pedra. Com um profundo suspiro desceu os degraus. No portão, sentiu a vertigem, apertou os olhos, segurou na pilastra, pisou em falso e esmagou o pequeno pé de pimenta, que morreu inocente. Logo passou. Olhou para o céu laranja de fim de tarde, limpou o suor da testa, apertou a gola em torno do pescoço e saiu na noite que começava. Não voltaria.

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