quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cãopanheirismo



Marina Costa

Eu poderia apenas ser indiferente. Mas na maioria das vezes prefiro fingir que me importo. Não posso viver sozinha. Não posso enfrentar o fim de tudo e início do nada eterno sem levar alguém, ao menos, pela mão. É por isso que sorrio quando ouço seus problemas. Você acredita ser empatia, e me abraça. Eu, tenho certeza que é egoísmo e fecho os olhos. Não paro de pensar em quão honestos podemos ser quando somente nossa própria consciência pode ouvir. E me fizeram acreditar que essa honestidade é feia. Mas é ela que nos faz seguir. Ter o médico e o monstro dentro de si, é como ser ao mesmo tempo algoz e vítima. Num mundo como o nosso, de valores trocados, quem pode acusar? Eu poderia ser apenas indiferente. Mas quando olho nos seus olhos e vejo a minha urgência refletida, eu só posso me importar. E segurar sua mão.

2 comentários:

  1. Elisa, obrigada! Quem dera eu escrever algo perfeito, mas adoro todas as minhas criações, então fico feliz quando alguém compartilha o que pensou sobre elas! Abraços!!

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