domingo, 4 de dezembro de 2011

Fugidio



Marina Costa

Ele está lá. De costas. Cinza. Ela sorri. Em frente. Ilumina. No curto trajeto que os separam ela memoriza o que dirá. Desde o primeiro e furtivo olhar, não sobrevivo sem lhe ver. Após o primeiro tinir da sua voz, não ouço mais outra melodia. E se desabrocha o que plantou em mim é pela tua vida que me cultivo. Ao entreabrir dos lábios dela ele cerrou a porta atrás de si. E a luz se apagou. 

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