quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Repasto



Acordando de manhã, um pouco sonolenta, em mangas de camisa e descalços pés pequenos, ela entreviu, deliciada, aquela fumacinha faceira que saía da cozinha... Já sentia de antemão uma quentura gostosa se espalhando pelo corpo, dessas que só quitute de vovó na infância era capaz de provocar!  Lembrando da noite anterior a boca enchia de água, só de pensar! Fechando os olhos ela experimentava outra vez a textura, o sabor, o enebriante perfume apetitoso... Era alguma coisa entre baunilha com creme, salpicado de canela e cereja fresca com queijo brie derretido. Podia ainda parecer com castanhas em chocolate cremoso, cobrindo abundante um bolo de coco! Uma explosão de sensações, era isso o que ele era. Naquele avental então, sorrindo com a xícara fumegante na mão, era um deleite sem fim, banquete farto para os olhos famintos dela! Bom dia meu amor! Volta e vem deitar aqui comigo mais um pouquinho, que minha fome ainda não passou...

5 comentários:

  1. a literatura corre nas suas veias
    seu sangue é engenho e arte.
    que bom.

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  2. Não posso negar que você é minha escritora favorita...
    Essa crônica é simplesmente sensacional!! Você conseguiu fazer minha imaginação bordejar..

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  3. Paloma, crítica leitora favorita! ModelO, muito obrigada!

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