segunda-feira, 15 de outubro de 2012

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A nuvem cinzenta refletida nos olhos verdes divergia do sorriso claro e resplandecente. No peito irradiava um calor de aconchego, que se espalhava pelo corpo inteiro e explodia nas pontas dos dedos, tocando com amor um pedaço de papel. De longe se via naquelas mãos um misto de saudade e bem querer. Sabe-se lá como, despertados e despertos pelo desconhecido que em poucas horas de convívio tornou-se tão necessário. Troca de ideias e ideais, gostos, temores e amores. Foi assim que ficaram conhecendo o que nem eles mesmos sabiam. Há limites entre eles que como muros negros se impõem. Separados por milhas e milhas de terra, rocha. Longa distância percorrida todos os dias graças a modernidade da fibra ótica que faz traduzir as palavras escritas em sussurros sentidos e beijos de pé de ouvido. Assim foi até a tarde em que ele recebeu aquele bilhete, ali do início da história. Um papel brilhante e amarelo que trazia notícias do lado de cá. Causando alegria pela doçura da escrita e pela emoção do dizer. Eram poucas linhas, na verdade. Eu te amo, e estou indo te ver.

Marina Costa

3 comentários:

  1. Muito linda....

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  2. Parabéns!
    Tentei escrever algo assim, mas não nasci para isso. Espero que continue assim.
    :D

    Luan-PR

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  3. Obrigada Luan... 99% de transpiração e 1% de inspiração... sempre dá certo! =)

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