domingo, 30 de junho de 2013

Florescer



Tem aqueles que plantam sem vontade, regam por obrigação e quando não obtém um caule forte abandonam o terreno sem pensar. Nômades de coração. Alguns dão tanto amor, tanta atenção que esquecem de cuidar de si e não enxergam o resultado por culpa de estranha auto inanição. Há outros que semeiam tanto e sem querer, a torto e a direito, que terminam perdidos e cegos em seu próprio labirinto florido. E certos pobres, descrentes de seus talentos, conjuram contra qualquer forma de plantação. 

o equilíbrio, como tudo na vida, vem de três formas de levar: saber o que plantar, cultivar com alegria e regar com amor transbordante. Os frutos desse plantio não são outros que não doces e belos. Apetitosos e prósperos. Tal é sua graça que naqueles que passam não despertam luxúria ou inveja. Geram vontade de permanecer, bem querer enternecido. Da fidelidade do jardineiro vem o aroma que perfuma a vida. É assim que lagartas e borboletas (percevejos, formigas, joaninhas e rolinhas) vêm todos juntos e unidos, festejar num mesmo jardim.

Marina Costa

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