terça-feira, 25 de junho de 2013

Intempéries


Como falam! Como clamam, como apontam, como criticam. São muitas cabeças, muitas ideias, muitas vozes e opiniões. Uma infinidade infinda de direções. Quem seguir? A si? Ao outro que também não sabe bem para onde ir? Há uma fome, uma fúria, um vazio que tal qual o universo não se sabe como será preenchido. Há milhões de letras sendo escritas, lidas, reeditadas, compartilhadas e repartidas. Existe uma coragem que de forma honrosa encobre o medo do final do túnel. Esperança, teremos? Um herói, precisamos? Quem sabe uma força vinda da estratosfera com flores frescas e novos frutos de sabedoria. Vai-se o momento de meditar. É necessário pegar a bandeira e continuar. Até o precipício. Nossos ossos, ao futuro, hão de dizer do que fomos feitos. E o silêncio que se fará, solução ou não, será o retrato claro de que a paz só pode vir dos gritos.

Marina Costa

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