quarta-feira, 10 de julho de 2013

Ao Ir


Ah, porque só quando você vai, vira as costas e bate a porta, eu caio em mim que amo você. Volta, abre um sorriso, abre os braços, fica aqui comigo enquanto eu passo roupa, lavo prato. Como um bibelô frágil, olhando de soslaio. Não fala nada, tenta respirar brando, só preciso te sentir ali, a olhar o tempo passar, a fazer parte do meu mundo que é tão aqui dentro. Fica hoje. Não leva embora minha inspiração. Porque so quando você vira as costas e vai embora, só quando ouço o trinco ranger, é que dói meu peito desse jeito feio e desabam meus sonhos de fumaça colorida. Só quando você vai.

Marina Costa

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