segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia da Namorada



Depois de tanta briga e confusão, tanto não que eu ouvi, tanta mudança de planos, tanto vamos ficar por aqui hoje eu acordei com vontade de amar. De abraçar com força e beijar com fúria. De doar a mim mesma. De pegar na mão e cuidar. De sorrir e fazer feliz. Outra pessoa.


Marina Costa

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Haicai Saudoso




Marina Costa

Sob as nuvens
e o oceano
partir. Em um ano.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Epifania de Crepúsculo

Foto Marina Costa - Alter do Chão/PA - Brasil

Quando o sol está assim, morrendo resoluto, eu me pego melancólica, a delirar pela janela aberta num pensar laranja-opaco, onde percebo a vida como coisa frágil, cálice transbordante de um sagrado sem fim. Se pôs.

Marina Costa

domingo, 10 de novembro de 2013

A espreita de Morfeu


 Há um certo prazer na ânsia de não saber o que vai na mente de outrem, que age com ardor da mesma forma com que se recolhe sem cerimônias. Uma espécie de premonição satisfeita de que as coisas estão nos trilhos mesmo que deles não se possa ver sequer o contorno. A falta de rumo certo leva ao palpitar delirante da surpresa por vir. Ao mesmo tempo provoca certo receio frustrante de tudo não passar de grandes castelos de pó... É a eterna busca do não saber. A vontade de ter a todo momento algo novo a tecer. Eros, diriam os clássicos, a rir dos humanos desassossegos. O fato é que no balançar da cabeça, dissipa-se o sonho acordado e volta a certeza de que tijolos somente se firmam se envoltos por argamassa singela.

Marina Costa

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Empirismo Sentimental


 Quantas e quantas ideias brilhantes já se embolaram na mais cômica lama ao confrontarem um belo sorriso? Muitos e muitos argumentos bem construídos terminaram por virar pó ante um belo par de pernas. Diversos pedidos imperativos já viraram servidão senil sob determinado olhar. E há quem ainda queira teorizar, racionalizar, aclamar o cérebro como nossa mais sublime evolução! Se toda hipótese vira fumaça quando dispara o coração não seria mais sábio e sadio se nossa mente acompanhasse, sem relutar, a emoção?

Marina Costa