segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Empirismo Sentimental


 Quantas e quantas ideias brilhantes já se embolaram na mais cômica lama ao confrontarem um belo sorriso? Muitos e muitos argumentos bem construídos terminaram por virar pó ante um belo par de pernas. Diversos pedidos imperativos já viraram servidão senil sob determinado olhar. E há quem ainda queira teorizar, racionalizar, aclamar o cérebro como nossa mais sublime evolução! Se toda hipótese vira fumaça quando dispara o coração não seria mais sábio e sadio se nossa mente acompanhasse, sem relutar, a emoção?

Marina Costa

6 comentários:

  1. Era pra sair hoje, dia 5 ( dia oficial de postagem...) são 00:29! Mas como o relógio do blogspot não concorda com meu computador, quem sou eu para contestar...

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  2. Dois adversários poderosos, a mente e o coração. Tão poderosos que nenhum nunca vence o outro numa contenda. E não há resultado pior numa luta do que um empate.

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  3. Mas será que o empate não é mais edificador do que a vitória no sentido de saber partilhar e mais construtivo do que a derrota quando se sente no extremo a impotência? Acho que esse é mais ou menos o meu ponto. Já dizia o Pato Fu... das brigas que ganhei nem um troféu como lembrança pra casa eu levei... =)

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  4. Eu só não quero sofrer. Mas não adianta. Eu sofro exatamente por deixar, como quase sempre deixo, meu cérebro acompanhar meu coração. Mas também é pelo mesmo motivo que quando existe correspondência (meu sentimento não é só meu e para mim, certo?), também sinto o que talvez seja um maior prazer. Talvez. Sei lá. Está tudo nublado, agora, como se eu estivesse mergulhado na água quente do mar e naquele momento ainda pensando que não tenho que me preocupar com o fôlego, mas nem por isso eu deixo de saber que ele vai faltar. E daí outra subida e outro mergulho. E eu quero continuar aqui, no momento, e por que? Simples, oras...eu acompanho a emoção. Isso me faz sofrer em momentos de perda. E sinceramente, não sei quanto racionalizar valeria a pena, se é só pra fugir da dor.

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  5. Bom... e claro que no calor da emoção, o raciocínio de pouco ajuda... Acho que te compreendo! A dor gera palavras profundas como essas que você escreveu aí... que inclusive me lembraram dessa crônica aqui: http://vidanacronica.blogspot.com.br/2013/11/empirismo-sentimental.html
    Se há como te confortar por um abraço virtual, espero que o sinta... =)

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  6. No momento, cérebro e coração estão completamente fora do ar. Os dois se sentem enganados. E é dessa fria sintonia que eu tento me erguer. Grande abraço pra vc também!

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