sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Você não precisa namorar (ou noivar, ou casar ou qualquer coisa assim)?

Essa crônica foi motivada por este post aqui ó, que gerou uma discussãozinha na minha timeline e que está, ultimamente, muito em voga nas mesas de bares da minha vida…

 
Marina Costa


Pois é, Baldizinho querido! Fica fácil e poético escrito assim né. Mas e você? Tá solteiro? Com o coração bem resolvido, seja junto ou sozinho? Ahhhh, eu não acredito não. Sabe porquê? Porque o inferno não é você! São os outros…

Resumindo, o problema todo se divide em, necessariamente, 3 aspectos com seus respectivos subs:
a) Enfiar isso na cabeça das pessoas de forma que elas entendam que as suas conexões neurológicas são embasadas nos próprios sentimentos raciocinados e não no simples fato, vulgo recalque, de que no final das contas elas se casaram e você (ainda) não! Se prepara, que a cara para o discurso de “Eu sou solteira e feliz” é sempre a de “Ah vá…”
b) Mostrar pro mundo que a frase antes só do que mal acompanhado é potencialmente muito mais livre e ampla do que parece: sozinho você aprende a se virar e edificar para que nos intervalos com uma eventual má companhia hajam bons momentos, justamente pela condição dela e você serem más ( ou traduzindo, “aquele que foge dos padrões tradicionalmente aceitos”).
c) Viver em sociedade significa se sujeitar a aceitar fases na vida. Como eu não conheço muitos ermitões por aí, temos o resultado da aceitação: você VAI ser infeliz em algum ou muitos aspectos, ponto. Resultado da negação: você VAI ser de certa forma excluído e se sentir incapaz, terminando infeliz em algum ou muitos aspectos. Ou nas palavras de Margareth Mead, ganhará o eufêmico rótulo de “inadequado”.

Se é para apontar responsáveis, na minha opinião, os culpados são 3:
a) Walt Disney: com sua infeliz (para não dizer maldita) ideia de amor romântico para infantes. Se deus existe, hoje você está queimando no inferno eterno (a rixa aqui é pessoal, confesso);
b) Seus pais: cientes da m* que é a adequação do ser social te prepararam para cumprir um papel ridículo num teatro inevitável e não te prestaram um auxílio decente  por medo de você ser o tão temido “revoltado”.
c) Seus avós: que deveriam ter mandado a tia velha trabalhar e conhecer o mundo ao invés de buscar um marido come, dorme e reclama, futuramente dependente de viagra como se isso resolvesse a vida vazia dela.

A solução também são 3 (porque se dois é bom…):
a) Leia, leia, leia!!!!! Regina Lins, Simone de Beauvior, Durkheim. Tanto para os meninos quanto para as meninas. Esclarecimento e conscientização da própria situação é a única coisa que pode livrar as pessoas das amarras sociais sem autolamentação ou culpa. Dane-se quem acha que você deveria casar se você acha que não. Mas até chegar a esse nível de desprendimento da opinião alheia… haja terapia.
b) Responda com a boca cheia para amigos alienados, parentes condicionados e afins: “Na boa, QUE-RI-D@, vai cuidar da sua vida, que por sinal é horrorosa ou você não se preocupava com a minha!” Se as pessoas fossem mais francas ao invés de mais falsas a medida que o tempo passa, as coisas estariam espinhentas mas muito melhores, emocionalmente falando.
c) Se cerque de gente que está mais preocupada em conhecer o mundo e outras culturas milhares e saia do convencionalismo da sua estagnação atual. Isso vai significar levantar (e muito) do sofá além de romper laços com pessoas que você acreditava únicas. Já dizia papai, para finalizar: o cemitério, minha filha, está cheio de insubstituíveis. E cuidado com os canalhas…

3 comentários:

  1. Esse deprimente site papodehomem é o resumo da pretensão intelctualóide retarda revoltada e libertária da internet, que fomenta a institucionalização da putaria como ideal de felicidade. Seus artigos fazem as mulheres pensar e agir como homens e os homens pensar e agir como mulheres. Eu não acredito em contos de fadas, mas acredito firmemente que o caminho que se traça ou que se tenta traçar ao lado de alguém como ideal de felicidade é muito mais satisfatório do que esse ideal de amor descartável e sentimentos egoístas e de intolerância que esses imbecis tentam cagar como regra de seus estatutos de desespero pra justificar sua vontade umbilical de comer todo mundo, como se isso fosse mantê-los vivos, felizes e a salvo do fim.

    ResponderExcluir
  2. Falou e disse Marininha... parabens pelas reflexoes.

    ResponderExcluir
  3. É o complicado (e bonito) da internet é que sempre vai ter gente pra falar o que quiser e gente pra concordar ou pra meter o pau. Eu rezo pelo bom senso crítico. Que ele esteja conosco! Gabriel, tnks!!!! Primeiro amigo casado que me da parabéns pro esta, hahahahah (acho que muita gente não gostou!)!

    ResponderExcluir

Para contato, o email é vidanacronica@gmail.com