terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Djavamos

 
 
Djavan me dizia ontem, entre livros e tempo cinzento, que julga o mundo um fato consumado e vai-se embora! Na hora concordei, chegando até a me levantar para aproveitar a porta aberta e apagar a luz. Então parei, como que desperta... Sorrindo, caneta no ar, retornei à mesa a fim de bebericar o café quente e seguir a conjecturar. A fumaça que subia da xícara enevoava meu olhar onde pensamentos furtivos flutuavam ao léu... Eu - pensei - bem sei dos sonhos contidos na poesia desse trovador... de seu lirismo proclamado que resulta em inspiração tamanha, capaz de nos levar a crer nos amores difíceis  mesmo em dias frios... E por vezes, ainda que sua pena vacile, dela sai esperança que encanta, nos convencendo a intuir que afinal de contas, essa vida é um jeito lindo de se estar... Assim concluo, em silêncio... e imaginando-me louca beijo-o, cúmplice! Eu, a meu modo, também apregôo o fim do mundo. Mas tal como ele, ainda não desisti.
 
Marina Costa

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