quarta-feira, 30 de abril de 2014

Quimeras

 
Minha cabeça fervilha de ideias. Mirabolantes umas, geniais outras, doloridas quase todas mas maravilhosamente cheias de potência humana. Tendo a amar o ser humano como nunca, por ser assim, figura tão poliédrica, construtora individual e conjunta de milhões de teorias, teoremas, teimosias… É gênero, é religião, é amor, é sexo, tudo se mistura numa junção tal que bebo e bebo da poção, mais cheia a cada gole e menos saciada a cada vez, tentando verter, glutona, todo e qualquer acento de saber. Quero entender, quero pensar, quero explanar o que me causa cada “A”. E assim, no sono do fim do dia, penso e repenso, o caldo entornando no travesseiro explodo em milhares de pontos brilhantes que permanecem no sonho, a girar a engrenagem da minha imaginação.
 
Marina Costa

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