quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sola


Sou cidadã sem pátria, desde que te vi partir sem sinal de breve regresso. Me sinto perdida em qualquer terra por mais belas que sejam as paisagens que me apresentam. Não há olhos que prendam mais que poucos momentos de minha tênue atenção… a não ser o bastante para buscar mergulhadas ali lembranças tuas. Quando sorrio é por me sentir assim pobre e só no meio da multidão. Deixem que se enganem com minha turva alegria. Por dentro, lamento ter ido um dia ao país das maravilhas… para de lá ter saído sem conseguir colocar novamente os pés no chão.
 
Marina Costa

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