quinta-feira, 5 de março de 2015

Sentidos


Ela desamarra as sapatilhas e joga aos pés da cama a roupa usada. Sob a cômoda óculos e relógio são arremessados com enfado. Deita sem pensar, dado o cansaço sobre os ombros curvados. Entretanto um suspiro depois, não consegue adormecer. Com os olhos fechados sente correrem lágrimas silenciosas. Não é que a lua não tenha nascido ou faltem estrelas no céu. A solidão muda de sua alma é o que aflige. Faz lembrar que só assim pode manter surda a inteligência que tanto preza.
 
Marina Costa

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