quarta-feira, 15 de julho de 2015

Quadrilha

Imagem: http://indulgy.com/post/qQhTkJpJ52/girl-exploding

Cabem em minhas mãos pouco ou nada para carregar visto que o peso de outras mãos me aterroriza com a ideia de que me afundam em mim. Finjo desprendimento, ensaio certo desdém, para fazer acreditar que de mim nada terão. Mas por dentro todos me consomem, cada um à sua maneira tão preciosa, arrancando sem compaixão um naco ensanguentado do meu músculo a bater. E é assim que aos poucos, por todos, me despedaço.
 
Marina Costa

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