domingo, 30 de agosto de 2015

Café

 
Sai pela janela meio aberta um aroma novo de madeira adocicada... ela passando pelo passeio aspira e se sente inebriada. Ele, que lê um jornal distraído,  pressente no ar algo diferente. O gato para de lamber os bigodes atraído pelo aconchego de algo quente. Na esquina, a criança entretida puxa a mãe pela saia a pedir uma xícara. Do lado de dentro, não é a manhã nova temperada com cheiro de café fresco que acontece. Pode haver algum engano, mas é amor, ao que parece.
 
Marina Costa

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