segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Oxitocina


Raia o sol amarelo ouro, o mundo estalando de tão vivo e o olho dela, com remela e ressaca, custa a divisar o limiar de um outro dia. Pela janela vem o canto de um bem te vi, a buzina de um apressado, a campainha do padeiro ciclista e o ar fresco da manhã nova. Apesar da dor de cabeça e da perda da mais recente memória, ela sorri. Agarra ainda sonolenta sua aspirina, fiel escudeira de segunda feira, e se prepara para sair. Afinal, já é mais que tempo de ser crescida.

Marina Costa

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