terça-feira, 25 de agosto de 2015

Rusga


Sentada, emburrada, na quina da calçada, ela pensa ressabiada em todos aqueles disparates. Fechado em um silêncio casmurro, olha de rabo de olho a quietude magoada. Ela, calada, parece considerar os desditos sem fim. Ele, amuado, não sabe voltar atrás para pedir o sim. Ouve um suspiro e percebe na sua mão fria o calor acolhedor de outros dedos. Sente o sorriso que faz o coração amolecer. Com o abraço partido uma vez colado, respiram ambos aliviados. "Porque a calmaria da minha inconstância vem de você."
 
Marina Costa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para contato, o email é vidanacronica@gmail.com