terça-feira, 15 de setembro de 2015

Amanhecida

Crédito imagem: Maria Gvedashvili
Ao chegar ao cume da colina, sentou-se exausta e dolorida, livre de objetivos mas vazia de perspectivas. Era ainda madrugada e os pés machucados da caminhada impediam o frio de ser sentido. Abraçou os joelhos e respirou profundamente sentindo mais do que nunca a real liberdade de estar só… de aceitar-se só e perceber na solidão o encontro de uma busca. Sorria, de alívio e de elevo por acreditar que nunca mais lágrimas noturnas viriam assombrar seus medos. Repleta de si, levantou a cabeça e divisou na silhueta de seus dedos os primeiros raios do amanhecer.
 
Marina Costa

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