domingo, 5 de junho de 2016

Andarilhar

 
Vou tomar de assalto aquele velho navio. Não é justo que ele se ancore por todos esses anos enquanto há tanto no mundo para ver. Vou tomá-lo à força para que na perda você perceba a necessidade gritante de se mover. Tanta tempestade por desabar, tanto sol por nascer, tanta terra verde para pousar. Suba a âncora dos seus pés, ice as velas que você prende com tanto medo e lança-se ao mar do desconhecido. A montanha não vem e não vai sair de lá. São as suas pernas, guiadas pelos seus sonhos, que vão te fazer subir mais alto, acima das nuvens, do lado da amplidão de tudo que é.

Marina Costa

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